Resumo
Esta aula encerra a unidade dedicada à geometria analítica do plano. Reúne numa cadeia dedutiva o que foi demonstrado em suas nove aulas, desde a fórmula da distância até o teorema dos vértices da programação linear; mostra como a unidade se apoia nas precedentes, em particular no completamento de quadrados, no discriminante e nos quadros de sinais, e como prepara a próxima unidade, cujas funções transcendentes descrevem de novo a hipérbole. Propõe depois uma avaliação de saída, paralela à de entrada, e termina com dez desafios, de dificuldade superior à dos problemas propostos nas aulas, que exigem combinar várias delas e encontrar em cada caso a ideia que abre o caminho.
Objetivos de aprendizagem
- Enunciar os resultados principais da unidade e explicar como cada um depende dos precedentes.
- Relacionar os métodos da unidade com os das unidades precedentes e com os da próxima unidade.
- Resolver problemas que combinam retas, vetores, cônicas e desigualdades, escolhendo entre a definição métrica de uma curva, sua equação e o discriminante o instrumento mais eficaz.
- Traduzir condições de mínimo, de tangência e de lugar geométrico em equações, e verificar que a equação obtida descreve exatamente o conjunto procurado.
O que a unidade alcançou
As coordenadas, a reta e os vetores
A unidade começou com uma só ideia: identificar cada ponto do plano com o par de suas coordenadas. Daí se seguiu, na aula sobre a equação da reta, que a distância entre dois pontos é uma consequência do teorema de Pitágoras e que o coeficiente angular de uma reta não depende dos pontos com que se calcula, pela semelhança de triângulos. Esses dois teoremas, com a livre escolha dos eixos, a igualdade dos ângulos correspondentes entre paralelas, a soma dos ângulos de um triângulo e os ângulos do triângulo isósceles, são os fatos da geometria euclidiana que a unidade admite explicitamente ao começar, porque sua demonstração pertence à construção axiomática dessa geometria. Da invariância do coeficiente angular deduziu-se que os pontos de uma reta são exatamente as soluções de uma equação ; de um cálculo com as equações de duas retas, que duas retas não verticais são paralelas se e somente se têm o mesmo coeficiente angular; do teorema de Pitágoras e sua recíproca, com a igualdade dos ângulos correspondentes, que são perpendiculares se e somente se o produto de seus coeficientes angulares é ; e do teorema de Pitágoras, que a perpendicular traçada de um ponto é o caminho mais curto até a reta.
A aula sobre os vetores no plano reformulou esses resultados sem depender da escolha dos eixos. Os vetores, com sua soma e seu produto por um escalar, cumprem os oito axiomas de espaço vetorial; o produto escalar decide a perpendicularidade pela condição , que já não exclui as retas verticais, e fornece a desigualdade de Cauchy-Schwarz, a desigualdade triangular e a projeção ortogonal. Daí se obtiveram a equação vetorial da reta, o vetor normal da reta e a fórmula da distância de um ponto a uma reta, que reaparece em quase todas as aulas posteriores:
As cônicas definidas por distâncias
As cinco aulas que vieram depois aplicaram um mesmo método a quatro curvas: definir a curva por uma propriedade de distâncias, traduzi-la numa equação elevando ao quadrado e demonstrar depois a recíproca, porque elevar ao quadrado pode acrescentar pontos estranhos. A aula sobre a equação das parábolas definiu a parábola por um foco e uma diretriz, demonstrou que os gráficos dos polinômios quadráticos são exatamente as parábolas de eixo vertical e estabeleceu sua propriedade refletora; a sobre a caracterização das parábolas obteve, completando o quadrado, seus elementos em função dos coeficientes, demonstrou que o vértice é o ponto extremo e que o discriminante decide as interseções com o eixo horizontal.
A aula sobre as elipses e as circunferências definiu a elipse pela soma constante das distâncias a dois focos, deduziu sua equação reduzida com e demonstrou que as distâncias de cada ponto aos focos são e ; a circunferência revelou-se a elipse de focos coincidentes. A aula sobre a circunferência mediu a posição de um ponto por sua potência, decidiu a de uma reta comparando com o raio a distância do centro, demonstrou que a tangente é perpendicular ao raio, classificou as seis posições de duas circunferências por meio de seu eixo radical e demonstrou o teorema da potência de um ponto, do qual se seguem o teorema das cordas, o da secante e da tangente e o do centro radical. A aula sobre as hipérboles substituiu a soma pela diferença, com , estudou as assíntotas, demonstrou que o gráfico de é uma hipérbole equilátera e mostrou que uma reta paralela a uma assíntota corta a hipérbole num só ponto sem ser tangente.
A teoria unificada e as desigualdades
A aula sobre as seções cônicas reuniu as quatro curvas numa só teoria. Toda equação representa, segundo o sinal de e o do segundo membro que resulta do completamento dos quadrados, uma elipse, uma hipérbole, uma parábola ou um de seus casos degenerados; e o teorema do foco e da diretriz descreve a elipse, a parábola e a hipérbole como os lugares em que a razão entre a distância a um foco e a distância a uma diretriz é um número fixo , menor, igual ou maior que .
A última aula, sobre as inequações no plano e a programação linear, passou das igualdades às desigualdades. O teorema dos semiplanos assegura que a expressão conserva seu sinal de cada lado da reta, donde o método do ponto de teste; as regiões definidas por inequações lineares são convexas, porque uma expressão linear varia ao longo de um segmento entre seus valores nos extremos; uma expressão do segundo grau que não se anula num segmento conserva nele seu sinal, e por isso o método do ponto de teste vale também para as regiões limitadas por cônicas; e uma função linear atinge seu máximo e seu mínimo sobre um polígono convexo limitado num de seus vértices. Se a região não é limitada, o ótimo pode não existir, e mesmo existindo pode não ser atingido num vértice, como numa faixa; mas se a região tem algum vértice, isto é, se não contém retas inteiras, todo ótimo que exista é atingido também num deles.
Três instrumentos atravessam toda a unidade. O primeiro é a fórmula da distância, na qual repousam todas as definições de curvas. O segundo é o completamento de quadrados, que leva cada equação do segundo grau à forma em que se leem seus elementos. O terceiro é o discriminante, que decide em todas as cônicas se uma reta as corta em dois pontos, em um ou em nenhum, e que, com a precaução das retas paralelas ao eixo da parábola ou às assíntotas da hipérbole, caracteriza as tangentes sem recorrer a limites.
A figura abaixo reúne os três trechos numa só cadeia. Cada nó da coluna é uma definição ou um teorema, numerado segundo a ordem lógica e unido por um arco aos elos precedentes que sua demonstração usa; ao redor flutuam os apoios, isto é, os princípios e os instrumentos a que a cadeia recorre repetidas vezes, cada um unido por um traço contínuo aos elos que nele se apoiam e por um traço pontilhado ao elo onde se estabelece, exceto os que se admitem ou provêm de unidades precedentes, que são desenhados como anéis. Ao clicar em um apoio, destacam-se todos os elos que o usam, e cada elo remete à aula em que é demonstrado.
Apoios da cadeia
- AGeometria euclidiana. Admitem-se, no começo da unidade, a livre escolha dos eixos, o teorema de Pitágoras e sua recíproca, a igualdade dos ângulos correspondentes entre paralelas, o teorema de Tales e a semelhança de triângulos, a soma dos ângulos de um triângulo e a igualdade dos ângulos opostos aos lados iguais de um triângulo isósceles. Admitido sem demonstração nesta unidade.
- BFórmula da distância. A distância entre e é ; nela repousam todas as definições de curvas da unidade. Estabelecido em: 1. Distância e ponto médio.
- CEquação geral da reta. Os pontos de toda reta são exatamente as soluções de uma equação , com e não ambos nulos. Estabelecido em: 2. Equação da reta.
- DDistância de um ponto a uma reta. A distância do ponto à reta é . Estabelecido em: 10. Distância de um ponto a uma reta.
- ECompletamento de quadrados. Vale , com ; demonstrado na unidade sobre as funções algébricas. Admitido sem demonstração nesta unidade.
- FDiscriminante. Uma equação quadrática tem duas raízes, uma dupla ou nenhuma conforme seu discriminante seja positivo, nulo ou negativo, e sem raízes o polinômio conserva o sinal de seu coeficiente dominante; demonstrado na unidade sobre as funções algébricas. Admitido sem demonstração nesta unidade.
- GTranslação de gráficos. Substituir por e por translada um gráfico unidades na horizontal e na vertical; demonstrado na unidade sobre as funções algébricas. Admitido sem demonstração nesta unidade.
- HRegra dos sinais. Um produto de dois fatores é positivo se eles têm o mesmo sinal e negativo se têm sinais contrários; é o fundamento dos quadros de sinais da unidade sobre as funções algébricas. Admitido sem demonstração nesta unidade.
Trecho 1 As coordenadas, a reta e os vetores
- Obter do teorema de Pitágoras a distância entre dois pontos e o ponto médio de um segmento.
- Demonstrar que os pontos de uma reta são exatamente as soluções de uma equação do primeiro grau, e caracterizar o paralelismo e a perpendicularidade pelos coeficientes angulares.
- Dotar os vetores do plano da soma, do produto por um escalar, da norma e do produto escalar, e deduzir a desigualdade de Cauchy-Schwarz, a desigualdade triangular e a projeção ortogonal.
- Obter a equação vetorial da reta, seu vetor normal e a distância de um ponto a uma reta.
Distância e ponto médio. A distância entre e é , e o ponto divide o segmento em duas metades iguais.
Apoia-se em: A (Geometria euclidiana). Demonstrado em: A equação da reta e os sistemas cartesianos.
Equação da reta. O coeficiente angular não depende dos pontos com que se calcula, e um ponto está na reta de coeficiente angular que passa por se e somente se ; daí, toda reta tem uma equação .
Apoia-se em: A (Geometria euclidiana). Demonstrado em: A equação da reta e os sistemas cartesianos.
Paralelas e perpendiculares. Duas retas não verticais distintas são paralelas se e somente se têm o mesmo coeficiente angular, e perpendiculares se e somente se o produto de seus coeficientes angulares é .
Usa: 2. Equação da reta. Apoia-se em: A (Geometria euclidiana), B (Fórmula da distância). Demonstrado em: A equação da reta e os sistemas cartesianos.
A perpendicular é o caminho mais curto. Se é o pé da perpendicular traçada de à reta , todo outro ponto de cumpre .
Usa: 3. Paralelas e perpendiculares. Apoia-se em: A (Geometria euclidiana), B (Fórmula da distância). Demonstrado em: A equação da reta e os sistemas cartesianos.
Operações com vetores. A soma de vetores e o produto por um escalar cumprem os oito axiomas de espaço vetorial, e dois vetores não nulos com geram cada vetor do plano de uma única maneira.
Demonstrado em: Vetores no plano e equações paramétricas da reta.
Produto escalar e perpendicularidade. O produto escalar é comutativo e distributivo, cumpre , e dois vetores são perpendiculares se e somente se .
Usa: 5. Operações com vetores. Apoia-se em: A (Geometria euclidiana), B (Fórmula da distância). Demonstrado em: Vetores no plano e equações paramétricas da reta.
Cauchy-Schwarz e desigualdade triangular. Vale , donde e, para três pontos, .
Usa: 6. Produto escalar e perpendicularidade. Apoia-se em: F (Discriminante). Demonstrado em: Vetores no plano e equações paramétricas da reta.
Projeção ortogonal. Se não é nulo, há um único número tal que é perpendicular a , a saber, .
Usa: 6. Produto escalar e perpendicularidade. Demonstrado em: Vetores no plano e equações paramétricas da reta.
Equação vetorial e vetor normal. Os pontos da reta que passa por com vetor diretor são os pontos , cada um com um único parâmetro ; e é perpendicular à reta , cujos pontos são os pontos com .
Usa: 2. Equação da reta, 6. Produto escalar e perpendicularidade. Apoia-se em: C (Equação geral da reta). Demonstrado em: Vetores no plano e equações paramétricas da reta.
Distância de um ponto a uma reta. A distância de à reta é , e é atingida no pé da perpendicular.
Usa: 4. A perpendicular é o caminho mais curto, 8. Projeção ortogonal, 9. Equação vetorial e vetor normal. Apoia-se em: C (Equação geral da reta). Demonstrado em: Vetores no plano e equações paramétricas da reta.
Trecho 2 As cônicas definidas por distâncias
- Definir a parábola por um foco e uma diretriz, obter sua equação e demonstrar que os gráficos dos polinômios quadráticos são exatamente as parábolas de eixo vertical.
- Ler, completando o quadrado, o vértice da parábola e decidir com o discriminante suas interseções com o eixo horizontal.
- Deduzir a equação reduzida da elipse e a fundamental da hipérbole, com a demonstração da recíproca, e reconhecer a circunferência como a elipse de focos coincidentes.
- Estudar a posição de uma reta e de outra circunferência em relação a uma circunferência, e demonstrar o teorema da potência de um ponto.
- Caracterizar as tangentes às cônicas por meio do discriminante, com a precaução das retas paralelas ao eixo ou às assíntotas, e tratar à parte as retas verticais.
Equação da parábola. Os pontos que equidistam do foco e da diretriz são exatamente os da curva , simétrica em relação a seu eixo .
Apoia-se em: B (Fórmula da distância), G (Translação de gráficos). Demonstrado em: A equação da parábola: definições e propriedades.
Parábola e polinômio quadrático. Os gráficos de , com , são exatamente as parábolas de eixo vertical, com , cujo valor absoluto é a distância focal.
Usa: 11. Equação da parábola. Apoia-se em: E (Completamento de quadrados). Demonstrado em: A equação da parábola: definições e propriedades.
Propriedade refletora. A tangente num ponto da parábola forma ângulos iguais com a paralela ao eixo traçada por e com a reta que une ao foco.
Usa: 11. Equação da parábola. Apoia-se em: A (Geometria euclidiana), B (Fórmula da distância), F (Discriminante). Demonstrado em: A equação da parábola: definições e propriedades.
Vértice e interseções com o eixo. O vértice de é , seu ponto mais baixo se e o mais alto se , e a parábola corta o eixo em dois pontos, em um ou em nenhum conforme seja positivo, nulo ou negativo.
Usa: 12. Parábola e polinômio quadrático. Apoia-se em: E (Completamento de quadrados), F (Discriminante). Demonstrado em: Caracterização das parábolas e seus gráficos.
Equação reduzida da elipse. Com , a elipse de focos e soma das distâncias é exatamente a curva , e as distâncias de cada ponto aos focos são e .
Apoia-se em: B (Fórmula da distância). Demonstrado em: A equação da elipse e da circunferência.
Equação da circunferência. A circunferência de centro e raio é a curva , e é a elipse cujos dois focos coincidem com o centro.
Usa: 15. Equação reduzida da elipse. Apoia-se em: B (Fórmula da distância), G (Translação de gráficos). Demonstrado em: A equação da elipse e da circunferência.
Tangência à elipse. Uma reta não vertical é tangente à elipse se e somente se o discriminante da equação que resulta de substituí-la é nulo; se é positivo, a reta a corta em dois pontos, e se é negativo, não a toca. As únicas tangentes verticais são e .
Usa: 15. Equação reduzida da elipse. Apoia-se em: F (Discriminante). Demonstrado em: A equação da elipse e da circunferência.
Posição de uma reta. Se é a distância do centro a uma reta, esta não toca a circunferência se , toca-a só no pé da perpendicular se e corta-a em dois pontos se .
Usa: 4. A perpendicular é o caminho mais curto, 16. Equação da circunferência. Apoia-se em: A (Geometria euclidiana), D (Distância de um ponto a uma reta), F (Discriminante). Demonstrado em: A circunferência: tangentes, posições relativas e potência.
A tangente é perpendicular ao raio. Uma reta que passa por um ponto da circunferência é tangente se e somente se é perpendicular ao raio que une o centro a ; por cada ponto passa uma só tangente.
Usa: 3. Paralelas e perpendiculares, 4. A perpendicular é o caminho mais curto, 18. Posição de uma reta. Demonstrado em: A circunferência: tangentes, posições relativas e potência.
Eixo radical e posições relativas. Os pontos de igual potência em relação a duas circunferências de centros distintos formam uma reta perpendicular à dos centros, e ambas têm dois pontos comuns se , um se é igual a um desses extremos, caso em que, exceto o de contato, os pontos da menor ficam dentro da maior na tangência interior e os de cada uma fora da outra na exterior, e nenhum nos demais casos.
Usa: 3. Paralelas e perpendiculares, 7. Cauchy-Schwarz e desigualdade triangular, 16. Equação da circunferência, 18. Posição de uma reta. Apoia-se em: C (Equação geral da reta), D (Distância de um ponto a uma reta). Demonstrado em: A circunferência: tangentes, posições relativas e potência.
Potência de um ponto. Se uma reta que passa por corta a circunferência em e , vale , com ; e de um ponto exterior saem exatamente duas tangentes, ambas de comprimento .
Usa: 18. Posição de uma reta, 19. A tangente é perpendicular ao raio, 20. Eixo radical e posições relativas. Apoia-se em: A (Geometria euclidiana). Demonstrado em: A circunferência: tangentes, posições relativas e potência.
Equação da hipérbole. Com , a hipérbole de focos e diferença de distâncias é exatamente a curva , cujos ramos se aproximam das assíntotas .
Apoia-se em: B (Fórmula da distância). Demonstrado em: A equação da hipérbole e sua dedução.
Hipérbole equilátera. O gráfico de é a hipérbole de focos e cujas distâncias a eles diferem em ; é equilátera e suas assíntotas são os eixos.
Usa: 22. Equação da hipérbole. Apoia-se em: A (Geometria euclidiana), B (Fórmula da distância). Demonstrado em: A equação da hipérbole e sua dedução.
Tangência à hipérbole. Uma reta não paralela às assíntotas é tangente à hipérbole exatamente quando o discriminante é nulo; uma paralela a uma assíntota, sem coincidir com ela, corta-a num só ponto e a atravessa; e as únicas tangentes verticais são e .
Usa: 22. Equação da hipérbole. Apoia-se em: F (Discriminante). Demonstrado em: A equação da hipérbole e sua dedução.
Trecho 3 A teoria unificada e as desigualdades
- Classificar as equações pelo sinal de e pelo segundo membro que resulta do completamento dos quadrados.
- Descrever a elipse, a parábola e a hipérbole como lugares de um foco e uma diretriz, segundo sua excentricidade.
- Demonstrar que uma expressão linear conserva seu sinal de cada lado de sua reta e fundar nisso o método do ponto de teste.
- Provar que as regiões definidas por inequações lineares são convexas, estender o método do ponto de teste às cônicas e demonstrar que uma função linear atinge seus valores extremos sobre um polígono convexo limitado num vértice, e num vértice também sobre uma região ilimitada com vértices quando esses valores existem.
Equação geral do segundo grau. Toda equação , com e não ambos nulos, representa uma elipse, uma hipérbole ou uma parábola conforme seja positivo, negativo ou nulo, ou um de seus casos degenerados, entre os quais decide o segundo membro que resulta do completamento dos quadrados.
Usa: 11. Equação da parábola, 15. Equação reduzida da elipse, 16. Equação da circunferência, 22. Equação da hipérbole. Apoia-se em: E (Completamento de quadrados), F (Discriminante), G (Translação de gráficos). Demonstrado em: Seções cônicas: caracterização e gráfico das três cônicas.
Teorema do foco e da diretriz. Os pontos cuja distância a um foco é vezes sua distância a uma diretriz formam uma elipse se , uma parábola se e uma hipérbole se .
Usa: 11. Equação da parábola, 15. Equação reduzida da elipse, 22. Equação da hipérbole, 25. Equação geral do segundo grau. Apoia-se em: A (Geometria euclidiana), B (Fórmula da distância), E (Completamento de quadrados). Demonstrado em: Seções cônicas: caracterização e gráfico das três cônicas.
Diretrizes da elipse e da hipérbole. Na elipse e na hipérbole de excentricidade , a distância de cada ponto ao foco é vezes sua distância à reta ; a circunferência, em contrapartida, não tem diretriz.
Usa: 15. Equação reduzida da elipse, 22. Equação da hipérbole, 26. Teorema do foco e da diretriz. Demonstrado em: Seções cônicas: caracterização e gráfico das três cônicas.
Teorema dos semiplanos. A expressão é positiva em todos os pontos de um dos lados da reta e negativa em todos os do outro; daí, o método do ponto de teste.
Apoia-se em: C (Equação geral da reta), H (Regra dos sinais). Demonstrado em: Inequações no plano e programação linear.
Expressões ao longo de um segmento. Sobre o segmento de extremos e , uma expressão linear cumpre , de modo que as regiões solução dos sistemas de inequações lineares são convexas; e uma expressão do segundo grau que não se anula num segmento conserva nele seu sinal, de modo que cada cônica divide o plano em regiões, duas ou três, nas quais vale o método do ponto de teste.
Usa: 2. Equação da reta, 28. Teorema dos semiplanos, 7. Cauchy-Schwarz e desigualdade triangular, 14. Vértice e interseções com o eixo. Apoia-se em: F (Discriminante), H (Regra dos sinais). Demonstrado em: Inequações no plano e programação linear.
Teorema dos vértices. Uma função atinge seu máximo e seu mínimo sobre a região, não vazia e limitada, de um sistema de inequações lineares não estritas, e cada um em algum de seus vértices; se a região não é limitada mas tem um vértice, isto é, se não contém retas inteiras, todo máximo ou mínimo que seja atingido é atingido também num vértice.
Usa: 29. Expressões ao longo de um segmento. Demonstrado em: Inequações no plano e programação linear.
Rumo às funções transcendentes. A cadeia culmina o estudo das curvas algébricas de grau um e dois. A próxima unidade sai das funções algébricas, mas a hipérbole reaparece nela: as áreas sob comportam-se como logaritmos, e o ponto percorre o ramo direito de .
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