Resumo
Esta aula encerra a unidade dedicada aos números naturais. Reconstrói a cadeia dedutiva que vai da linguagem dos conjuntos e dos axiomas de Peano ao binômio de Newton, indicando em cada elo que princípio se usa e que resultado se obtém; situa o que foi alcançado em relação ao plano do curso e explica por que os limites da subtração e da divisão entre naturais conduzem à unidade seguinte, dedicada aos conjuntos numéricos. Termina com dez desafios, de dificuldade superior à dos problemas das aulas, que exigem combinar os instrumentos de várias delas.
Objetivos de aprendizagem
- Reconstruir a ordem lógica dos resultados da unidade, identificando o princípio em que cada um se apoia.
- Explicar como se relacionam a indução, a boa ordenação, a divisão com resto, a fatoração única e as congruências.
- Justificar, a partir das limitações da subtração e da divisão entre naturais, a necessidade de ampliar os conjuntos numéricos.
- Resolver problemas que combinam a indução, a divisibilidade, a numeração posicional e a contagem.
O que a unidade alcançou
A unidade propôs-se deduzir a aritmética dos naturais a partir de uns poucos princípios, sem admitir como evidente nenhuma de suas propriedades. O propósito foi cumprido com umas poucas ressalvas, cada uma declarada em seu lugar: as regras da teoria ingênua dos conjuntos e da negação dos quantificadores, que são a linguagem em que se escreve todo o resto; a existência das funções definidas por recursão, que o teorema da recursão de Dedekind garante e que se admitiu por pertencer à teoria dos conjuntos; a unicidade do número de elementos de um conjunto finito, e a finitude de seus subconjuntos, em que se apoia a contagem; a comutatividade generalizada, que permite reordenar os fatores de um produto finito; e as regras elementares dos inteiros, dos racionais e dos reais, que a unidade antecipou em exemplos e problemas e que a unidade seguinte constrói. Com essas ressalvas, o caminho percorrido pode ser lido como uma só cadeia dedutiva em quatro trechos.
Os fundamentos: conjuntos, axiomas, operações e ordem
A aula sobre conjuntos, relações e funções fixou a linguagem em que se escreve a unidade, declarando o pouco que admite da teoria dos conjuntos, e demonstrou que as relações de equivalência e as partições são duas faces de uma mesma ideia: as classes de uma equivalência formam uma partição, e toda partição provém de uma única equivalência. Esse resultado reaparece na classificação dos inteiros segundo seu resto e nas congruências, e a unidade seguinte o usa para construir os inteiros e os racionais como classes de pares. Na aula sobre os axiomas de Peano, os naturais foram definidos por meio do , da operação sucessor e de cinco axiomas; os axiomas segundo a quarto garantem que a sequência não se detém nem volta sobre si mesma, e o quinto, o princípio de indução, garante que não há mais naturais do que os que se alcançam a partir do . A aula sobre as operações básicas e a ordem construiu sobre o sucessor, com o teorema da recursão, uma escada de definições recursivas, na qual cada operação se define com a anterior:
Dessas definições deduziram-se por indução a comutatividade, a associatividade, a distributividade e o cancelamento, e da soma obteve-se a ordem, com a tricotomia, a transitividade e a monotonia. A subtração e a divisão ficaram definidas como operações inversas, mas apenas em certos casos: existe quando , e , quando divide .
Os princípios de demonstração
A aula sobre somatórios, progressões e indução ampliou o repertório de demonstrações. Provou que a indução ordinária implica a indução forte e o princípio da boa ordenação, e que, com o lema de que todo natural diferente de é um sucessor e as propriedades da ordem, a boa ordenação implica por sua vez a indução, de modo que cada demonstração pode empregar o princípio que lhe for mais natural; deu às somas uma definição recursiva e propriedades que permitem calculá-las, e mostrou com as somas telescópicas que uma fórmula pode ser deduzida, e não apenas verificada. O princípio da boa ordenação revelou-se o instrumento de quase todas as demonstrações de existência que se seguiram, porque permite escolher o menor elemento de um conjunto e raciocinar pelo menor contraexemplo.
A aritmética da divisibilidade
Com a boa ordenação, a aula sobre a divisibilidade demonstrou que todo inteiro admite, ao ser dividido por um natural, um quociente e um resto únicos. Desse teorema dependem os quatro resultados seguintes, cada um apoiado nos anteriores:
- A classificação dos inteiros segundo seu resto, que permite demonstrar por casos, e os critérios de divisibilidade, que se reduzem ao fato de que dois números que diferem por um múltiplo de deixam o mesmo resto ao serem divididos por .
- Na aula sobre os números primos, o lema de Euclides, demonstrado com a boa ordenação e a divisão com resto, e com ele o teorema fundamental da aritmética: todo natural maior que é produto de primos de uma única maneira. Da unicidade deduziram-se o número de divisores, a caracterização dos quadrados perfeitos e a irracionalidade das raízes que não são exatas.
- Na aula sobre o máximo divisor comum, o algoritmo de Euclides, que aplica a divisão com resto até esgotá-la, a identidade de Bézout, que dele se deduz, e a solução completa das equações diofantinas lineares.
- Na aula sobre as congruências, a conversão de tudo o que precede em um cálculo: a congruência módulo é uma relação de equivalência compatível com a soma e o produto, cujas classes formam ; a identidade de Bézout decide quais restos são invertíveis e quando uma congruência linear tem solução, e dá o teorema chinês do resto; e o lema de Euclides, junto com os inversos, dá o pequeno teorema de Fermat.
A escrita e a contagem
A aula sobre os sistemas de numeração posicional aplicou a divisão com resto repetidas vezes para demonstrar que todo natural se escreve de uma única maneira em qualquer base, e com isso justificou os procedimentos de cálculo e os critérios de divisibilidade em toda base. A aula sobre a combinatória e o binômio de Newton voltou ao ponto de partida, porque contar é a operação que deu origem aos naturais: os princípios aditivo e multiplicativo, demonstrados a partir da definição do número de elementos por meio de bijeções (o segundo, por indução a partir do primeiro), conduziram aos coeficientes binomiais, à relação de Stifel e ao binômio de Newton, cuja demonstração reúne a indução, a notação de somatório e a contagem.
A figura seguinte reúne os quatro trechos em uma só cadeia. Cada nó da coluna é uma definição ou um teorema, numerado segundo a ordem lógica e unido por um arco aos elos anteriores que sua demonstração usa; ao redor flutuam os apoios, isto é, os princípios e os instrumentos a que a cadeia recorre repetidas vezes, cada um unido por um traço contínuo aos elos que nele se apoiam e por um tracejado ao elo onde é estabelecido, exceto os que se admitem sem demonstração, que são desenhados como anéis. Ao clicar em um apoio, destacam-se todos os elos que o usam, e cada elo remete à aula em que é demonstrado.
Apoios da cadeia
- APrincípio de indução. Se uma propriedade se verifica para e, admitida para um natural qualquer , se verifica para seu sucessor , então se verifica para todos os naturais. Estabelecido em: 2. Axiomas de Peano.
- BTeorema da recursão. Fixado o valor em e uma regra que dá o valor em a partir do valor em , existe uma única função sobre os naturais que os cumpre; assim se definem a soma, o produto, a potência, o somatório e o fatorial. Admite-se a existência; a unicidade demonstra-se por indução. Admitido sem demonstração nesta unidade.
- CIndução forte. Basta provar uma propriedade para e que, admitida para todos os naturais de até , ela se verifica para . Estabelecido em: 9. Indução forte.
- DBoa ordenação. Todo conjunto não vazio de naturais tem um elemento mínimo, o que permite raciocinar pelo menor contraexemplo. Estabelecido em: 10. Princípio da boa ordenação.
- EDivisão com resto. Para todo inteiro e todo natural há um único quociente e um único resto tais que e . Estabelecido em: 12. Divisão com resto.
- FCombinações lineares. Se um inteiro divide os inteiros e , divide para todos os inteiros e ; em particular, sua soma e sua diferença. Estabelecido em: 11. Propriedades da divisibilidade.
- GNúmeros antecipados. As regras elementares de cálculo e de ordem dos inteiros, dos racionais e dos reais (sinais, cancelamento, frações, raízes) são antecipadas nesta unidade sem demonstração; sua construção é matéria da unidade seguinte. Admitido sem demonstração nesta unidade.
- HNúmero de elementos. Um conjunto que admite uma bijeção com tem elementos; admite-se que esse número é único e que os subconjuntos de um conjunto finito são finitos. Admitido sem demonstração nesta unidade.
Trecho 1 Os fundamentos: conjuntos, axiomas, operações e ordem
- Fixar a linguagem dos conjuntos, das relações e das funções, e provar que as relações de equivalência e as partições se correspondem.
- Definir os naturais a partir do e do sucessor por meio dos cinco axiomas de Peano.
- Construir sobre o sucessor uma escada de definições recursivas: a soma, o produto e a potência.
- Deduzir por indução a comutatividade, a associatividade, a distributividade e o cancelamento.
- Obter da soma a ordem, com a tricotomia, a transitividade e a monotonia, e precisar quando existem a subtração e a divisão.
Equivalências e partições. As classes de uma relação de equivalência em um conjunto formam uma partição dele, e toda partição é o conjunto das classes de uma única relação de equivalência.
Demonstrado em: Conjuntos, relações e funções.
Axiomas de Peano. Os naturais são gerados a partir do por meio do sucessor: o não é sucessor de nenhum, naturais distintos têm sucessores distintos, e todo conjunto que contém o e o sucessor de cada um de seus elementos contém todos os naturais.
Demonstrado em: Os números naturais e os axiomas de Peano.
Soma recursiva. A soma, definida por e , é comutativa, associativa e cancelativa.
Usa: 2. Axiomas de Peano. Apoia-se em: A (Princípio de indução), B (Teorema da recursão). Demonstrado em: Operações básicas com números naturais e relações de ordem.
Produto e potência. O produto, definido por e , é comutativo, associativo, distributivo e cancelativo, e a potência cumpre , e .
Usa: 3. Soma recursiva. Apoia-se em: A (Princípio de indução), B (Teorema da recursão). Demonstrado em: Operações básicas com números naturais e relações de ordem.
Ordem, subtração e divisão. Se significa que para algum natural , entre dois naturais vale exatamente uma das relações , e , e a ordem é transitiva e se conserva ao somar e ao multiplicar; a diferença existe apenas quando , e o quociente , apenas quando divide , e ambos são únicos pelo cancelamento.
Usa: 2. Axiomas de Peano, 3. Soma recursiva, 4. Produto e potência. Apoia-se em: A (Princípio de indução). Demonstrado em: Operações básicas com números naturais e relações de ordem.
Trecho 2 Os princípios de demonstração
- Provar que a indução ordinária, a indução forte e o princípio da boa ordenação são equivalentes.
- Definir recursivamente o somatório e deduzir suas propriedades.
- Deduzir fórmulas com somas telescópicas, em vez de apenas verificá-las.
- Somar as progressões aritméticas e geométricas.
Indução a partir de um natural. Uma propriedade que se verifica para e passa de cada natural a verifica-se para todo natural .
Usa: 5. Ordem, subtração e divisão. Apoia-se em: A (Princípio de indução). Demonstrado em: Somatórios, progressões e indução.
Somatório e soma telescópica. Definido recursivamente, o somatório é linear, decompõe-se em somas consecutivas e admite o deslocamento do índice e a inversão da ordem; uma soma de diferenças entre valores consecutivos vale o último valor menos o primeiro: .
Usa: 4. Produto e potência, 6. Indução a partir de um natural. Apoia-se em: A (Princípio de indução), B (Teorema da recursão). Demonstrado em: Somatórios, progressões e indução.
Progressões. A soma de termos de uma progressão aritmética é , e a de uma geométrica de primeiro termo e razão é .
Usa: 7. Somatório e soma telescópica. Apoia-se em: A (Princípio de indução), G (Números antecipados). Demonstrado em: Somatórios, progressões e indução.
Indução forte. Se uma propriedade se verifica para e, admitida para todos os naturais de até , se verifica para , então se verifica para todos os naturais.
Usa: 6. Indução a partir de um natural. Apoia-se em: A (Princípio de indução). Demonstrado em: Somatórios, progressões e indução.
Princípio da boa ordenação. Todo conjunto de naturais com algum elemento tem um elemento mínimo; com o lema de que todo natural diferente de é um sucessor e as propriedades da ordem, a boa ordenação implica por sua vez a indução, e os três princípios resultam equivalentes.
Usa: 5. Ordem, subtração e divisão. Apoia-se em: C (Indução forte). Demonstrado em: Somatórios, progressões e indução.
Trecho 3 A aritmética da divisibilidade
- Demonstrar com a boa ordenação a existência e a unicidade do quociente e do resto.
- Classificar os inteiros segundo seu resto e fundar nisso os critérios de divisibilidade.
- Demonstrar a infinitude dos primos, o lema de Euclides e a fatoração única, com suas consequências.
- Calcular o máximo divisor comum com o algoritmo de Euclides, deduzir dele a identidade de Bézout e resolver as equações diofantinas lineares.
- Calcular com congruências, decidir quais restos são invertíveis, resolver congruências lineares e sistemas com módulos primos entre si, e demonstrar o pequeno teorema de Fermat.
Propriedades da divisibilidade. A divisibilidade entre inteiros é reflexiva e transitiva, um divisor de um inteiro está entre e , e se divide e , divide toda combinação .
Usa: 5. Ordem, subtração e divisão. Apoia-se em: G (Números antecipados). Demonstrado em: Divisibilidade e divisão com resto.
Divisão com resto. Para todo inteiro e todo natural existem um único quociente e um único resto tais que e .
Apoia-se em: D (Boa ordenação), G (Números antecipados). Demonstrado em: Divisibilidade e divisão com resto.
Restos e critérios. Dois inteiros deixam o mesmo resto ao serem divididos por se e somente se sua diferença é múltiplo de ; disso decorrem o resto de uma soma, de um produto e de uma potência, e os critérios do , do e do .
Apoia-se em: A (Princípio de indução), E (Divisão com resto), F (Combinações lineares). Demonstrado em: Divisibilidade e divisão com resto.
Divisor primo e infinitude. Todo natural tem um divisor primo, e se é composto, seu menor divisor primo cumpre ; disso decorre que nenhuma lista finita contém todos os números primos.
Usa: 5. Ordem, subtração e divisão, 11. Propriedades da divisibilidade. Apoia-se em: D (Boa ordenação), F (Combinações lineares). Demonstrado em: Números primos e o teorema fundamental da aritmética.
Lema de Euclides. Se um primo divide o produto , divide ou divide ; e se divide um produto de vários fatores, divide algum deles.
Apoia-se em: A (Princípio de indução), D (Boa ordenação), E (Divisão com resto), F (Combinações lineares). Demonstrado em: Números primos e o teorema fundamental da aritmética.
Teorema fundamental. Todo natural é produto de números primos, e essa decomposição é única a menos da ordem dos fatores.
Usa: 4. Produto e potência, 15. Lema de Euclides. Apoia-se em: D (Boa ordenação). Demonstrado em: Números primos e o teorema fundamental da aritmética.
Divisores e raízes irracionais. Se , seus divisores são os números com , e são ; um natural é uma potência -ésima perfeita se e somente se todos os expoentes de sua fatoração são múltiplos de , e se não o é, não há naturais e com , isto é, sua raiz -ésima é irracional.
Usa: 15. Lema de Euclides, 16. Teorema fundamental. Apoia-se em: A (Princípio de indução), G (Números antecipados). Demonstrado em: Números primos e o teorema fundamental da aritmética.
Algoritmo de Euclides. Se , os pares e têm os mesmos divisores comuns; portanto, é o último resto não nulo das divisões sucessivas.
Apoia-se em: D (Boa ordenação), E (Divisão com resto), F (Combinações lineares). Demonstrado em: Máximo divisor comum e mínimo múltiplo comum.
Identidade de Bézout. Existem inteiros e tais que , e o máximo divisor comum é o menor natural que se escreve dessa forma.
Usa: 18. Algoritmo de Euclides. Apoia-se em: A (Princípio de indução), F (Combinações lineares), G (Números antecipados). Demonstrado em: Máximo divisor comum e mínimo múltiplo comum.
Produto do mdc pelo mmc. Vale , e todo múltiplo comum de e de é múltiplo de seu mínimo múltiplo comum.
Usa: 4. Produto e potência, 16. Teorema fundamental, 17. Divisores e raízes irracionais. Apoia-se em: D (Boa ordenação), E (Divisão com resto), F (Combinações lineares). Demonstrado em: Máximo divisor comum e mínimo múltiplo comum.
Equações diofantinas. A equação tem soluções inteiras se e somente se divide , e então todas são e , com inteiro.
Usa: 19. Identidade de Bézout, 20. Produto do mdc pelo mmc. Apoia-se em: F (Combinações lineares), G (Números antecipados). Demonstrado em: Máximo divisor comum e mínimo múltiplo comum.
Congruências e restos. Dois inteiros são congruentes módulo se e somente se deixam o mesmo resto ao serem divididos por ; a congruência é uma relação de equivalência compatível com a soma e o produto, e suas classes, as dos restos , formam .
Usa: 1. Equivalências e partições, 13. Restos e critérios. Apoia-se em: E (Divisão com resto), F (Combinações lineares). Demonstrado em: Congruências e aritmética modular.
Restos invertíveis. Um inteiro tem inverso módulo se e somente se , e então ele é único módulo ; a congruência tem solução se e somente se divide , e então tem soluções módulo .
Usa: 22. Congruências e restos, 19. Identidade de Bézout, 21. Equações diofantinas. Apoia-se em: F (Combinações lineares). Demonstrado em: Congruências e aritmética modular.
Teorema chinês do resto. Se os naturais e são primos entre si, o sistema formado por e tem solução, e ela é única módulo .
Usa: 22. Congruências e restos, 19. Identidade de Bézout, 20. Produto do mdc pelo mmc. Apoia-se em: G (Números antecipados). Demonstrado em: Congruências e aritmética modular.
Pequeno teorema de Fermat. Se é primo e não divide o inteiro , então ; e para todo inteiro , .
Usa: 22. Congruências e restos, 15. Lema de Euclides, 23. Restos invertíveis. Demonstrado em: Congruências e aritmética modular.
Trecho 4 A escrita e a contagem
- Demonstrar que todo natural se escreve de uma única maneira em qualquer base.
- Justificar em toda base a soma por colunas e os critérios de divisibilidade.
- Contar com os princípios aditivo e multiplicativo, e obter deles os coeficientes binomiais e a relação de Stifel.
- Demonstrar o binômio de Newton, que reúne a indução, a notação de somatório e a contagem.
Representação posicional. Para toda base , todo natural se escreve de uma única maneira como , com algarismos entre e e .
Apoia-se em: C (Indução forte), D (Boa ordenação), E (Divisão com resto). Demonstrado em: Sistemas de numeração posicional.
Cálculo e critérios em toda base. A soma por colunas dá a representação da soma, e na base um número deixa o mesmo resto que a soma de seus algarismos ao ser dividido por , e que sua soma alternada ao ser dividido por .
Usa: 7. Somatório e soma telescópica, 13. Restos e critérios, 26. Representação posicional. Apoia-se em: A (Princípio de indução), E (Divisão com resto). Demonstrado em: Sistemas de numeração posicional.
Princípios de contagem. A união de dois conjuntos sem elementos comuns, de e de elementos, tem elementos, e uma escolha em duas etapas, de e de maneiras, realiza-se de maneiras.
Usa: 3. Soma recursiva, 4. Produto e potência, 5. Ordem, subtração e divisão. Apoia-se em: A (Princípio de indução), H (Número de elementos). Demonstrado em: Combinatória elementar e o binômio de Newton.
Coeficientes binomiais e relação de Stifel. Um conjunto de elementos tem subconjuntos de elementos; vale , donde os coeficientes formam o triângulo de Pascal, e a linha soma .
Usa: 28. Princípios de contagem. Apoia-se em: B (Teorema da recursão), H (Número de elementos). Demonstrado em: Combinatória elementar e o binômio de Newton.
Binômio de Newton. Para todos os números e , naturais ou, antecipando a unidade seguinte, reais, e todo natural , vale .
Usa: 7. Somatório e soma telescópica, 29. Coeficientes binomiais e relação de Stifel. Apoia-se em: A (Princípio de indução), G (Números antecipados). Demonstrado em: Combinatória elementar e o binômio de Newton.
Rumo aos conjuntos numéricos. A cadeia se detém onde os naturais deixam de bastar: a subtração e a divisão existem apenas em certos casos, e a equação não tem solução racional quando não é um quadrado perfeito. A unidade seguinte amplia os naturais para remediá-lo.
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