Resumo
Esta aula ensina a dividir um documento longo em vários arquivos sem que ele deixe de ser um só documento. Explica por que convém dividir uma tese, um livro ou uma coletânea; distingue \input, que insere um arquivo como se o seu texto estivesse escrito no seu lugar, de \include, que compõe um capítulo em páginas próprias e com um arquivo auxiliar próprio; mostra como \includeonly compila apenas alguns capítulos conservando a numeração e as referências, e sob que condição o consegue; propõe uma organização de pastas e de nomes de arquivo; ensina a declarar no Texmaker o documento mestre e a compilar sempre a partir do arquivo principal; apresenta o pacote subfiles para compilar um capítulo separadamente; desenvolve como caso completo a estrutura de uma tese; e percorre os erros mais frequentes, com as suas mensagens reais.
Objetivos de aprendizagem
- Decidir, para cada peça de um documento longo, se deve ser inserida com
\inputou com\include, segundo os seus efeitos sobre as páginas e os arquivos auxiliares. - Prever que números, páginas e referências
\includeonlyproduz, e explicar de que compilação anterior depende que se conservem. - Organizar um projeto num arquivo principal e em pastas, com caminhos relativos ao arquivo principal e nomes de arquivo que não causem problemas.
- Configurar o Texmaker para que compile o documento mestre a partir de qualquer arquivo do projeto, e preparar com subfiles capítulos que também compilem sozinhos.
- Reconhecer no log os erros próprios dos documentos divididos e distinguir os que interrompem a compilação dos que a deixam terminar com um resultado incompleto.
Por que dividir um documento
Um artigo de quinze páginas cabe confortavelmente num só arquivo. Uma tese de duzentas, não: o arquivo tem milhares de linhas, encontrar uma passagem exige procurá-la, e cada compilação percorre o documento inteiro mesmo que só tenha mudado uma vírgula do último capítulo. Um livro acrescenta capítulos escritos em épocas diferentes; uma coletânea, capítulos escritos por autores diferentes, cada um no seu ritmo. Nos três casos convém que cada capítulo fique no seu próprio arquivo.
Ora, dividir os arquivos não deve dividir o documento. O sumário deve listar todos os capítulos, a numeração deve continuar de um para o outro e uma referência escrita no primeiro deve encontrar a seção do quinto. A solução do LaTeX é um arquivo principal, que contém a classe, o preâmbulo e a ordem das peças, e que insere cada peça no seu lugar com um comando. O motor compila sempre o arquivo principal; as peças não são documentos, mas fragmentos do seu corpo. Daí se segue a regra que percorre toda a aula: uma peça não tem preâmbulo, e é compilada a partir do arquivo principal.
Há dois comandos para inserir uma peça, \input e \include, e a diferença entre eles não é de estilo: cada um faz algo diferente com as páginas e com os arquivos auxiliares.
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