Resumo
Esta aula encerra a unidade dedicada à metateoria e, com ela, o conteúdo do curso. Reconstrói a cadeia dedutiva que vai da validade dos axiomas à correção do sistema; dos dois lemas da negação conjunta ao lema de Kalmár e à completude para conjuntos finitos; do lema das duas testemunhas ao teorema da compacidade e, por meio dele, à completude forte; e da forma clausal à correção e à completude refutacional do método de resolução, indicando em cada elo que resultados usa e em que aula se demonstra. Mostra como as três partes anteriores do curso, linguagem, dedução e semântica, convergem na coincidência de e , e o que cada uma contribui para ela; distingue o que o curso demonstrou do que supôs e do que deixa em aberto. Repete na sua avaliação de saída as habilidades da avaliação de entrada e termina com seis desafios, mais difíceis do que os problemas das aulas, que exigem combinar as ferramentas de várias delas.
Objetivos de aprendizagem
- Reconstruir a ordem lógica dos resultados da unidade, identificando os resultados anteriores em que cada um se apoia e a aula em que se demonstra, e justificar a ordem da compacidade e da completude forte.
- Explicar como linguagem, dedução e semântica convergem na coincidência de e , e que resultado de cada unidade do curso é indispensável para ela.
- Distinguir o que o curso demonstrou do que supôs (os esquemas de axiomas, as regras primitivas e a indução) e do que deixa em aberto (o custo de decidir a satisfatibilidade e a lógica com quantificadores).
- Resolver problemas que combinam marcas, o lema de Kalmár, a substituição uniforme, a compacidade e a resolução, usando em cada caso o lado fácil da coincidência.
O que a unidade alcançou
A unidade propôs-se comparar as duas relações que as unidades anteriores tinham construído sobre a mesma linguagem, a dedutibilidade e a consequência semântica , e demonstrar que coincidem. O objetivo foi alcançado sem ressalvas nos enunciados: as duas relações são a mesma para todo conjunto de premissas, finito ou infinito, e a resolução oferece uma terceira via, igualmente correta e completa, para decidir a consequência. As ressalvas estão nos métodos, e cada uma foi declarada no seu lugar: a completude da primeira aula é construtiva, mas não prática, porque produz deduções tão longas quanto a tabela; a compacidade assegura que uma valoração existe, mas não ensina a encontrá-la; e a resolução decide, mas o seu custo no pior caso é uma questão em aberto. Com essas ressalvas, o caminho percorrido lê-se como uma única cadeia dedutiva em quatro trechos.
Correção
A aula sobre correção e completude começou por fixar o vocabulário: o sistema é correto se , e completo se vale a recíproca, em três graus (fraca, para conjuntos finitos e forte). Desmontou um argumento circular que pretende obter a completude «pela correção» passando de a , um passo que é a contrarrecíproca da completude fraca, e mostrou que as duas propriedades são independentes. Demonstrou depois que toda instância de A1, A2 e A3 é válida, supondo uma valoração que a refutasse e chegando, pela linha falsa da implicação, a valores impossíveis; e, por indução forte sobre o número de linhas, a correção, com um caso para os axiomas, outro para as premissas, o modus ponens semântico e, para a regra da substituição da dupla negação, a equivalência com o teorema da substituição semântica. A propriedade que se transmite de linha em linha não é a validade, mas a satisfação por uma valoração fixa que satisfaz as premissas, e é por isso que a correção vale com premissas, mesmo infinitas. Dela seguiram-se a consistência de todo conjunto satisfatível, em particular a do sistema, e o método que faltava à unidade de dedução: um contramodelo demonstra que uma dedução não existe.
Kalmár e a completude finita
A mesma aula demonstrou a recíproca em dois passos. O primeiro é o lema de Kalmár: se as variáveis de estão entre , então para toda valoração , onde é se e caso contrário; o sistema deduz de cada linha o que a linha diz da fórmula. A sua indução sobre a complexidade tem um único caso composto, , porque a negação conjunta é o único conectivo primitivo, e dentro dele três subcasos, que pedem dois lemas do sistema, o segundo em duas formas: , deduzido com a introdução da conjunção, a dupla negação e duas aplicações da regra SDN, e e , deduzidos com a introdução da disjunção. O segundo passo elimina as premissas: se é uma tautologia, deduz-se das premissas de cada uma das linhas, e a prova por casos elimina o literal da última variável, depois o da penúltima, até chegar a , a completude fraca. Com o teorema da dedução semântico e a recíproca do sintático, a completude estendeu-se aos conjuntos finitos de premissas; donde, com premissas finitas, dedução e consequência coincidem, a equivalência demonstrável coincide com a semântica e a dedutibilidade é decidível, porque a tabela responde por ela.
Compacidade e completude forte
A aula sobre o teorema da compacidade enfrentou o caso infinito, que o lema de Kalmár não alcança, porque infinitas premissas não se descarregam numa implicação. Demonstrou, sem mencionar nenhuma dedução, que um conjunto é satisfatível se e somente se cada um dos seus subconjuntos finitos o é. Uma sequência de valores para é boa se todo subconjunto finito do conjunto é satisfeito por alguma valoração que a prolonga; o lema das duas testemunhas assegura que uma sequência boa se prolonga numa boa, porque, se nenhum dos dois prolongamentos fosse bom, a união das duas testemunhas finitas contradiria que a sequência é boa; e a valoração que resulta de preferir sempre o valor quando é possível satisfaz cada fórmula, pelo lema de coincidência, porque cada fórmula tem um número finito de variáveis. A construção não precisa do axioma da escolha, porque as variáveis estão numeradas e cada passo tem uma regra. Da compacidade seguiram-se as suas formas equivalentes, a forma da insatisfatibilidade e a forma da consequência; desta, da completude para conjuntos finitos e da monotonia, a completude forte; e desta e da correção, a coincidência plena: para todo , e um conjunto é consistente se e somente se é satisfatível. A aula advertiu que essa ordem não é uma questão de preferência: obter a compacidade de uma completude forte ainda não disponível seria circular. Terminou com a coloração de grafos enumeráveis, que traduz um problema infinito num conjunto de fórmulas cujas partes finitas são satisfatíveis, e com os limites do que um conjunto de fórmulas pode expressar.
Resolução
A aula sobre o método de resolução substituiu os conjuntos de fórmulas por conjuntos de cláusulas, cada uma um conjunto finito de literais, com duas representações: a forma clausal, que tem os mesmos modelos, e a forma definicional, que introduz uma variável nova para cada subescrita composta, conserva apenas a satisfatibilidade e cresce como a fórmula, não como uma potência de dois. Uma única regra atua sobre as cláusulas: de e , com e , infere-se , e uma refutação é uma derivação que chega a . A correção demonstrou-se como a do sistema, por indução sobre a derivação e com a resolvente como consequência das suas premissas; a completude refutacional, por indução sobre o número de variáveis, com a eliminação de uma variável, que conserva a satisfatibilidade e cuja demonstração constrói um modelo; e para conjuntos infinitos, de novo com a compacidade. Seguiu-se que se e somente se uma forma clausal de tem uma refutação, e que a saturação, finita porque com variáveis não há mais de cláusulas, decide a satisfatibilidade sem tabelas. A aula apresentou o problema da satisfatibilidade, cujo custo no pior caso ninguém conhece, e dois casos que se decidem depressa, as cláusulas de Horn e as de dois literais.
A figura seguinte reúne os quatro trechos numa única cadeia. Cada nó da coluna é um resultado, numerado segundo a ordem lógica e unido por um arco aos elos anteriores que a sua demonstração usa; à sua volta flutuam os apoios, isto é, os princípios e ferramentas a que a cadeia recorre uma e outra vez, cada um unido por uma linha cheia aos elos que se apoiam nele e por uma pontilhada ao elo onde se estabelece, exceto os que vêm das unidades anteriores, que se desenham como anéis. Clicar num apoio destaca todos os elos que o usam, e cada elo remete para a aula em que se demonstra. Observe-se que a correção e a compacidade, estabelecidas uma no primeiro trecho e a outra no terceiro, reaparecem nos trechos seguintes, e que o apoio mais visitado da unidade são as valorações e coincidência, seguidas da indução, nas suas três formas: sobre as linhas de uma dedução, sobre a complexidade de uma fórmula e sobre o número de variáveis de um conjunto de cláusulas.
Apoios da cadeia
- AIndução e recursão. Indução forte sobre os naturais, indução sobre a complexidade das fórmulas, com o único caso composto , e definição por recursão. Demonstraram-se na primeira unidade. Admitido sem demonstração nesta unidade.
- BSistema do curso. A1, A2 e A3, o modus ponens e a regra SDN; reflexividade, monotonia, modus ponens entre deduções, finitude e . Estabeleceram-se na segunda unidade. Admitido sem demonstração nesta unidade.
- CTécnicas derivadas. Dupla negação, da aula sobre as quatro técnicas; introdução da conjunção e da disjunção e prova por casos (se e , então ), da aula sobre as técnicas da lógica clássica. Demonstraram-se na segunda unidade. Admitido sem demonstração nesta unidade.
- DValorações e coincidência. ; se duas valorações coincidem em , dão a o mesmo valor; a validade decide-se com linhas. Demonstraram-se na terceira unidade. Admitido sem demonstração nesta unidade.
- EConsequência semântica. Linha falsa da implicação, monotonia, , se e somente se é insatisfatível, e o teorema da substituição semântica. Demonstraram-se na terceira unidade. Admitido sem demonstração nesta unidade.
- FFormas conjuntivas. Lema do valor; toda fórmula equivale a uma forma normal conjuntiva, que pode precisar de cláusulas; uma disjunção de literais é válida se e somente se contém um par complementar. Demonstraram-se na terceira unidade. Admitido sem demonstração nesta unidade.
- GCorreção. Se , então , para todo conjunto ; um contramodelo demonstra que uma dedução não existe. Estabelecido em: 2. Correção.
- HCompacidade. Um conjunto de fórmulas é satisfatível se e somente se todo subconjunto finito dele é satisfatível; donde o que é insatisfatível já o é numa parte finita. Estabelecido em: 11. Teorema da compacidade.
Trecho 1 Correção
- Verificar que toda instância dos esquemas é válida sem construir a sua tabela.
- Demonstrar a correção por indução forte sobre o número de linhas, com o caso da regra da substituição da dupla negação.
- Demonstrar com um contramodelo que uma fórmula não se deduz, e obter a consistência a partir da correção.
Validade dos axiomas. Toda instância de A1, A2 e A3 é válida: uma valoração que a refutasse exigiria, pela linha falsa da implicação, valores impossíveis.
Apoia-se em: E (Consequência semântica). Demonstrado em: Correção e completude.
Correção. Se , então , para todo : por indução forte sobre o número de linhas, com um caso para os axiomas, outro para as premissas, o modus ponens semântico e, para a regra SDN, com a substituição semântica.
Usa: 1. Validade dos axiomas. Apoia-se em: A (Indução e recursão), B (Sistema do curso), E (Consequência semântica). Demonstrado em: Correção e completude.
Consistência e contramodelos. Todo conjunto satisfatível é consistente; o sistema é consistente e ; se uma valoração satisfaz e refuta , então , e a tabela certifica que o que não é válido não é teorema.
Apoia-se em: G (Correção), D (Valorações e coincidência). Demonstrado em: Correção e completude.
Trecho 2 Kalmár e a completude finita
- Deduzir no sistema os dois lemas da negação conjunta, com a regra da substituição da dupla negação onde for preciso.
- Demonstrar o lema de Kalmár por indução sobre a complexidade, com um único caso composto.
- Eliminar com a prova por casos as premissas das linhas, e descarregar premissas finitas com os dois teoremas da dedução.
- Decidir com a tabela a dedutibilidade, a equivalência demonstrável e a consistência a partir de premissas finitas.
Introdução da negação conjunta. e : a conjunção das negações é ; a dupla negação retira a exterior, e a regra SDN as duas interiores.
Apoia-se em: B (Sistema do curso), C (Técnicas derivadas). Demonstrado em: Correção e completude.
Negação da negação conjunta. e , porque é e basta a introdução da disjunção.
Apoia-se em: B (Sistema do curso), C (Técnicas derivadas). Demonstrado em: Correção e completude.
Lema de Kalmár. Se , então para toda valoração ; o passo indutivo tem um único caso, , com três subcasos segundo os valores de e de .
Usa: 4. Introdução da negação conjunta, 5. Negação da negação conjunta. Apoia-se em: A (Indução e recursão), D (Valorações e coincidência), B (Sistema do curso). Demonstrado em: Correção e completude.
Completude fraca. Se , então : o lema de Kalmár deduz de cada linha, e a prova por casos elimina os literais da última variável à primeira, com usos do lema e da prova por casos.
Usa: 6. Lema de Kalmár. Apoia-se em: C (Técnicas derivadas). Demonstrado em: Correção e completude.
Completude para conjuntos finitos. : o teorema da dedução semântico leva a uma tautologia, a completude fraca deduz-na e a recíproca do teorema da dedução devolve as premissas.
Usa: 7. Completude fraca. Apoia-se em: E (Consequência semântica), B (Sistema do curso). Demonstrado em: Correção e completude.
Coincidência finita e decisão. Para finito, , e ; donde a dedutibilidade a partir de premissas finitas é decidível, pela tabela.
Usa: 8. Completude para conjuntos finitos. Apoia-se em: G (Correção), D (Valorações e coincidência). Demonstrado em: Correção e completude.
Trecho 3 Compacidade e completude forte
- Demonstrar a compacidade fixando um a um os valores das variáveis, com o invariante das sequências boas e o argumento das duas testemunhas.
- Passar entre a forma da satisfatibilidade, a da insatisfatibilidade e a da consequência.
- Obter a completude forte a partir da compacidade, sem circularidade, e dela a coincidência da consistência com a satisfatibilidade.
- Codificar em conjuntos de fórmulas problemas sobre objetos infinitos e resolvê-los com a compacidade.
Lema das duas testemunhas. Se a sequência de valores fixados é boa (todo subconjunto finito do conjunto é satisfeito por uma valoração que a prolonga), também o é ou : se nenhuma o fosse, a união das duas testemunhas finitas contradiria que é boa.
Apoia-se em: D (Valorações e coincidência). Demonstrado em: O teorema da compacidade.
Teorema da compacidade. é satisfatível se e somente se todo subconjunto finito o é: fixa-se em se é boa e em caso contrário, e a valoração resultante satisfaz cada fórmula pelo lema de coincidência. Não é necessário o axioma da escolha, porque as variáveis estão numeradas.
Usa: 10. Lema das duas testemunhas. Apoia-se em: A (Indução e recursão), D (Valorações e coincidência). Demonstrado em: O teorema da compacidade.
Formas equivalentes. é insatisfatível se e somente se alguma parte finita o é; se e somente se para algum finito; e esta última forma implica, por sua vez, o teorema.
Usa: 11. Teorema da compacidade. Apoia-se em: E (Consequência semântica). Demonstrado em: O teorema da compacidade.
Completude forte. Se , então , para todo : a forma da consequência dá um finito, a completude para conjuntos finitos dá , e a monotonia .
Usa: 8. Completude para conjuntos finitos, 12. Formas equivalentes. Apoia-se em: B (Sistema do curso). Demonstrado em: O teorema da compacidade.
Dedução é consequência. para todo ; os teoremas são exatamente as tautologias, e um conjunto é consistente se e somente se é satisfatível.
Usa: 13. Completude forte. Apoia-se em: G (Correção). Demonstrado em: O teorema da compacidade.
Coloração de grafos enumeráveis. Com uma variável para cada vértice e cor, e fórmulas que dizem que cada vértice tem uma cor e só uma e que os vizinhos diferem, um grafo enumerável admite coloração com cores se todo subgrafo finito a admite.
Apoia-se em: H (Compacidade), F (Formas conjuntivas). Demonstrado em: O teorema da compacidade.
Trecho 4 Resolução
- Representar um conjunto de fórmulas como conjunto de cláusulas, pela forma conjuntiva ou pela definicional.
- Construir refutações sem eliminar dois pares complementares num só passo.
- Demonstrar a correção e a completude refutacional da resolução, para conjuntos finitos e, com a compacidade, para quaisquer.
- Decidir consequências por saturação e reconhecer os casos que se decidem depressa.
Forma clausal. Uma cláusula é um conjunto finito de literais, satisfeito se algum literal toma o valor , e é insatisfatível; uma forma clausal de tem os mesmos modelos, e se e somente se uma forma clausal de é insatisfatível.
Apoia-se em: F (Formas conjuntivas), E (Consequência semântica). Demonstrado em: O método de resolução.
Forma clausal definicional. Com uma variável nova por subescrita e as suas cláusulas de definição, é equissatisfatível com e tem no máximo cláusulas de no máximo três literais; as formas definicionais decidem a consequência a partir de premissas finitas.
Usa: 16. Forma clausal. Apoia-se em: A (Indução e recursão), D (Valorações e coincidência). Demonstrado em: O método de resolução.
Correção da resolução. , por casos sobre o valor de ; por indução forte sobre a derivação, para toda cláusula derivada de , e se tem uma refutação, é insatisfatível.
Usa: 16. Forma clausal. Apoia-se em: A (Indução e recursão). Demonstrado em: O método de resolução.
Eliminação de uma variável. , que conserva as cláusulas sem nem e acrescenta as resolventes sobre , não contém e é equissatisfatível com ; de um modelo dele obtém-se um de escolhendo o valor de .
Usa: 18. Correção da resolução. Apoia-se em: D (Valorações e coincidência). Demonstrado em: O método de resolução.
Completude refutacional finita. Todo conjunto finito insatisfatível de cláusulas tem uma refutação, por indução sobre o número de variáveis: elimina-se a última e inserem-se as premissas de cada resolvente.
Usa: 19. Eliminação de uma variável. Apoia-se em: A (Indução e recursão). Demonstrado em: O método de resolução.
Completude refutacional. Um conjunto de cláusulas, finito ou infinito, é insatisfatível se e somente se tem uma refutação; donde se e somente se uma forma clausal de tem uma refutação.
Usa: 16. Forma clausal, 18. Correção da resolução, 20. Completude refutacional finita. Apoia-se em: H (Compacidade). Demonstrado em: O método de resolução.
A saturação decide. Com variáveis, o conjunto das cláusulas derivadas tem no máximo elementos; a saturação termina e decide a satisfatibilidade sem tabelas, embora nem sempre mais depressa do que elas.
Usa: 18. Correção da resolução, 20. Completude refutacional finita. Demonstrado em: O método de resolução.
O fim do curso. A cadeia termina onde as duas faces do curso se reconhecem como uma única relação e se dispõe de um método para decidi-la. O que fica em aberto já não é uma pergunta sobre a lógica proposicional, mas sobre o seu custo e sobre a sua extensão aos quantificadores.
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